quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

OPINIÃO: “Uma Perfeita Estranha”


Título: Uma Perfeita Estranha
Autora: Megan Miranda 
ISBN: 9789898869241
Edição ou reimpressão: 07-2017
Editor: TopSeller
Páginas: 320


SINOPSE
Leah precisa de fugir.
Leah levou demasiado longe o seu trabalho como jornalista ao publicar um artigo em que acusou um professor universitário de fornecer drogas aos alunos. Pensou que a verdade seria suficiente para resolver tudo. Estava enganada.
Emmy tem a solução.
Graças à amiga Emmy, Leah consegue escapar ao escândalo, refugiando-se com ela numa pequena vila na Pensilvânia, longe de tudo, onde arranja um trabalho como professora. Infelizmente para Leah, ninguém é quem parece ser.
Mas o passado não pode ficar enterrado Uma mulher incrivelmente parecida com Leah aparece morta nas margens do lago da vila. Uma carrinha é encontrada no fundo do lago. Emmy desaparece, sem deixar qualquer rasto, deixando a polícia a suspeitar que nunca terá existido, sequer. O que está, afinal, a acontecer?



OPINIÃO
Li “Uma Perfeita Estranha” em novembro de 2017 e dou-lhe três estrelas.
No geral, achei a ideia-base da história interessante. Uma mulher precisa de escapar ao escândalo que se abate sobre o seu trabalho, cuja ética foi minada por um evento do passado em relação a um assunto (pessoa, neste caso) em concreto e que a impede de ser imparcial ou de avançar factos com bases sólidas que sirvam como provas irrefutáveis. Outra mulher reaparece então na sua vida, quase que caída do céu e, num suposto momento impulsivo, propõe-lhe que se mudem para nenhures. O interesse maior aqui reside no facto desta segunda mulher, de seu nome Emmy, conseguir passar pela sociedade como um fantasma: ninguém sabe o seu verdadeiro nome ou imagina o seu sobrenome, ninguém a sabe descrever ao certo, ninguém tem imagens dela, ninguém conhece o seu passado, só o que ela alega sobre o mesmo. Numa sociedade em que o “big brother” nos vigia (para não dizer “espia”…) bem de perto e de forma flagrante, é quase impossível escapar ao sistema e ser-se um fantasma, um rosto realmente anónimo. O desencanto surgiu, porém, quando comparei esta história com a que li anteriormente e não se mostrou equivalente ou ao mesmo nível, não me tendo prendido como a outra. Assim sendo, três estrelas para Megan Miranda.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

OPINIÃO: “A rapariga no gelo”


Título: A Rapariga No Gelo
Autor: Robert Bryndza 
ISBN: 9789899970588
Edição ou reimpressão: 06-2017
Editor: Alma dos Livros


SINOPSE
Quando um rapaz descobre o corpo de uma mulher debaixo de uma espessa camada de gelo num parque do sul de Londres, a inspetora-chefe Erika Foster é imediatamente chamada para liderar a investigação. A vítima, uma jovem bela e rica da alta sociedade londrina, parecia ter a vida perfeita. No entanto, quando Erika começa a investigar o seu passado, vislumbra uma relação entre aquele homicídio e a morte de três prostitutas, encontradas estranguladas, com as mãos amarradas, abandonadas nas águas geladas de outros lagos de Londres.
A sua última investigação deu para o torto, e agora Erika tem a carreira presa por um fio. Ao mesmo tempo que luta contra os seus demónios pessoais, enfrenta um assassino altamente mortífero e que se aproxima tanto mais dela quanto mais próxima ela está de expor ao mundo toda a verdade. Conseguirá Erika apanhar o assassino antes de ele escolher a próxima vítima? 





OPINIÃO
Concluí a leitura deste livro a de 17 outubro e dou-lhe quatro estrelas.
Não sou muito de policiais, mas tem-me apetecido variar e ler estilos diferentes, pelo que decidi avançar com “A rapariga no gelo”, cuja capa e sinopse combinadas me chamaram a atenção.
Gostei da história, no geral. Há uma inspetora-chefe que sofre com a perda do marido, pela qual se culpa, e que se entrega ao trabalho numa dicotomia de amor-ódio por aquela profissão que lhe roubou o marido e que é, em simultâneo, a sua boia de salvação, a única coisa a que consegue agarrar-se para continuar a viver. No seu caminho do reaprender a viver, depara-se com o caso de uma rapariga encontrada num lago gelado, o primeiro caso desde que perdeu o marido. Embora a dor lhe assalte os sonhos e roube o sono, entrega-se a este estranho caso de uma rapariga da alta sociedade que acabou assassinada. É interessante ver retratada em livro a forma como o nome de alguém é poderoso e como a investigação vai sendo influenciada, corrompida e gorada por esse poder tão forte. E, afinal, foi mesmo o poder que conduziu à morte da rapariga no gelo, a que se juntam outras vítimas anteriores. Embora não tenha ficado fã de Lars Kepler, em “A Vidente”, esta obra de Robert Bryndza cativou-me. Talvez leia mais uns quantos policiais no futuro.